25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: editoras e autores debatem integração da América Latina e o futuro do livro brasileiro no exterior

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25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: editoras e autores debatem integração da América Latina

25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: editoras e autores debatem integração da América Latina

O caminho para aumentar a integração da indústria editorial na América Latina foi um dos temas debatidos no espaço Papo de Mercado na 25a Bienal Internacional do Livro de São Paulo neste sábado (4). O evento é organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e recebe apoio do Brazilian Publishers, projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Com a presença de Silvia Aguilera (Lom Ediciones, Chile), Julio Patricio Rovelli Lopez (El Cuenco de Plata, Argentina) e Miriam Gabbai (Callis Editora, Brasil), a mesa teve mediação de Marianne Ponsford, do Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe, Cerlalc (Unesco).

O editor argentino, Julio Patricio, que já publicou nomes como Clarice Lispector e Rubem Fonseca, destacou que a presença de espaço para o livro brasileiro no país vizinho. “Creio que há mais interesse nosso em vocês do que o contrário”, ponderou. Ele ainda destacou que só conseguiu editar a obra da escritora, que assegura ser um fenômeno no mercado portenho, graças à bolsa de tradução da Biblioteca Nacional do Brasil: “é um excelente incentivo”.

A representante chilena destacou a necessidade de uma maior integração da região, a fim de haver mais troca de conteúdos editoriais. Para isso, sugere alguns pontos de melhoria: “precisamos resolver as dificuldades de transporte e distribuição, fazendo com que os catálogos circulem. Também precisamos estimular mais políticas sólidas de estímulo ao livro e à leitura”.

Miriam concorda que a distribuição é um dos aspectos críticos. “É necessário estudar a fundo questões de logística e frete para verificar se o custo viabiliza a presença da publicação no mercado”, explica. “Além disso, avaliar que livros são mais adequados para cada país é um exercício que envolve entender a cultura e se colocar no lugar daquele leitor”, finaliza.

A Bienal acontece até domingo (12) com 1.500 horas de programação cultural, quase 200 expositores, mais de 300 autores e 700 mil visitantes.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

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